PROJETO SOBRE O AUTISMO LEVA CONHECIMENTO AO INTERIOR E AO CAMPO EM MATO GROSSO.

PROJETO SOBRE O AUTISMO LEVA CONHECIMENTO AO INTERIOR E AO CAMPO EM MATO GROSSO.

                Na última sexta-feira, dia 29 de novembro, recebemos em Guiratinga o Projeto Autismo na escola, comandado pela psicóloga Dra Érica Rezende Barbieri e seu esposo, Célio Barbieri. Antes de chegar às escolas no perímetro urbano, Estevão de Mendonça e Tenente Daniel Aluísio Nazário, a dupla passou pela escola do campo Pedro Ferreira, no distrito de Vale Rico, onde o projeto causou impacto e inclusive chegou a arrancar lágrimas. Durante as palestras, pais de alunos com autismo e pessoas que lidam com crianças com essa condição nas escolas puderam compreender melhor o que é o transtorno e como criar uma convivência educacional harmoniosa com aqueles que o têm.

Escola Estadual Pedro Ferreira (Distrito do Vale Rico)
Escola Estadual Pedro Ferreira (Distrito do Vale Rico)

                Na Escola Estêvão de Mendonça o projeto também mostrou-se excelente, captando a atenção geralmente dispersa dos nossos adolescentes, que mantiveram-se fixados nas explanações de Érica e Célio. Em tom despojado, no entanto sem deixar de levar a sério o tema, ambos nos mostram as diversas peculiaridades das pessoas com autismo e como podemos lidar com elas.

                À tarde, Érica que tem dois filhos autistas (um de grau leve e uma menina de grau severo) teve um encontro com profissionais da educação a fim de esclarecer dúvidas e explanar técnicas para melhorar, tanto a aprendizagem, quanto a convivência entre crianças autistas e neurotípicas na escola. “Os professores são peças fundamentais quando o assunto é inclusão e inclusive diagnóstico. Muitos pais só percebem algumas peculiaridades de suas crianças quando são alertados pelos professores. Com o autismo, casos em que o professor pede que os pais levem a criança a psicólogos a fim de fazer um diagnóstico são muito frequentes”.

                Célio ainda nos explicou, durante nossas conversas, as dificuldades que envolvem os diagnósticos e a aceitação da própria família. No caso de sua filha, mesmo que a esposa já tivesse certeza, demorou muito a ser convencido, pois só veio a acreditar na condição da criança após um laudo decisivo, que demorou a sair.

                O Projeto Autismo na escola ainda passou no turno da manhã e da tarde pela escola Tenente Daniel Aluísio Nazário, onde foi realizado entre crianças de 5 a 11 anos de idade. É interessantíssimo ver como a linguagem dos voluntários se adapta a cada faixa etária para que as mesmas informações possam ser disseminadas.  A professora Luciene cuja filha assistiu à palestra no turno da manhã nos relatou durante o encontro com professores que a criança chegou em casa empolgada repassando tudo o que tinha aprendido. “É isso que nós queremos”, relata a psicóloga, “se alcançarmos algumas pessoas e essas pessoas tornarem o mundo melhor para os autistas, nossa missão já foi cumprida”.

Escola Municipal de Ensino Fundamental Tenente Daniel Aluízio Nazário (Guarda Mirim)
Escola Municipal de Ensino Fundamental Tenente Daniel Aluízio Nazário (Guarda Mirim)

                A diretora da escola do campo Pedro Ferreira falou acerca da importância do projeto: “Em um lugar como este, entre uma cidade e outra, onde quase ninguém se dispõe a vir, foi uma honra receber esse projeto. Vemos a sua importância quando olhamos os olhos das pessoas e eles se enchem de lágrimas, identificando em cada estereotipia os seus filhos, parentes, alunos…”.

Equipe de professores e gestores escolares do Município de Guiratinga

                O convite foi feito pela diretora da Escola Estadual Estêvão de Mendonça, Isabela Câmara Bonilha e contou com o apoio da diretora da escola Guarda Mirim, Laura Abreu e da prefeitura Municipal de Guiratinga. Ao todo, mais de 900 alunos e professores foram atingidos. Guiratinga agradece imensamente a presença de vocês!

Por ISABELA CÂMARA BONILHA- Diretora da Escola Estadual Estevão de Mendonça, em Guiratinga-MT.

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